sexta-feira, 18 de maio de 2018

A QUEM PERTENCE JERUSALÉM AFINAL DAS CONTAS?



Faixa de Gaza - Maio de 2018

Adianto a todos que me leem, que não sou expert nesse assunto. 

Refiro-me ao conflito envolvendo palestinos e israelenses.

Eu nasci em 1954 e nessa época já fazia seis anos que Israel tinha sido considerado um Estado reconhecido pelas Nações Unidas.

Durante toda a minha vida eu venho acompanhando, de longe é óbvio, esse conflito. Ora o conflito se acirra, ora recrudesce.

Durante esses meus 63 anos de vida vi notícias de atentados terroristas contra Israel com ônibus explodidos, restaurantes explodidos por homens bombas. Lembro-me do sequestro de um avião que foi desviado para Uganda de Id Amim Dada. Todos os passageiros foram libertados com exceção dos que eram israelenses ou judeus. Tudo com a conivência do ditador de Uganda, Id Amim Dada. E certamente iriam morrer por lá se os israelenses não tivessem arquitetado uma incursão e os libertado.

"O que podemos dizer do Massacre de Munique, também conhecido como Tragédia de Munique? O Massacre de Munique foi um atentado terrorista ocorrido durante os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, Alemanha, quando, em 5 de setembro, onze integrantes da equipe olímpica de Israel foram tomados de reféns pelo grupo terrorista denominado Setembro Negro sendo, até hoje, o maior atentado terrorista já ocorrido em um evento esportivo". (Extraído em parte da Wikipédia)

Todos os onze membros da comitiva de Israel foram mortos. Parece que nos esquecemos disso! Na verdade a maioria dos jovens que são insuflados pelo Hamas a ultrapassar as cercas que os separam dos israelitas, não sabem dessa história.

É provável mesmo que muitos deles nem acreditem na história do holocausto de 6.000.000 de judeus na segunda guerra mundial.

Claro que ninguém se alegra em saber que 60 pessoas morreram de uma forma tão estúpida e injustificável. Eu me pergunto: será que aquela multidão de aproximadamente 45.000 pessoas não tinha o que fazer um trabalho a realizar, uma escola a frequentar? O que eles queriam que os israelenses fizessem? Os deixassem pular a cerca invadir o território israelense, matar soldados e moradores daquela localidade? É isso mesmo? Por que será que aquela cerca está ali? Se você quiser saber, pesquise, e você vai ficar atônito.

Durante todos esses dias eu li muito a respeito. E tentei ao máximo ser imparcial, mas com a minha idade e sempre tentando ser bem informado, fica difícil imaginar que um soldado vá atirar em alguém naquelas condições sem que tenha havido motivo que justificasse tal atitude. Há muita coisa em jogo, principalmente a opinião de outras nações e até da própria Nações Unidas.

Quem me conhece bem sabe que eu sou uma pessoa afeita ao diálogo. Sou avesso a qualquer modalidade de violência, seja verbal, seja física. Violência atrai e gera violência! Isso é um ciclo que precisa ser interrompido por um ato de boa vontade e de perdão.

Sou adepto do diálogo franco, sincero. Ninguém, por mais importante que seja em que contexto for, irá construir para o futuro com mentiras, falsidades e atos de radicalismo. Terrorismo é uma forma de radicalismo. Não concordo com terrorismo e, sem dúvida nenhuma, nisso o Hamas é perito.

Lendo tudo que pude a esse respeito, de uma coisa eu sei; Jerusalém é propriedade de Israel. E tornou-se a capital de Israel desde os dias do Rei Davi. Lamentavelmente, e até por culpa dos próprios judeus, Roma ordenou a retirada deles de Jerusalém no ano 70 dC depois do massacre impetrado contra eles pelas forças do General Tito.

O golpe mais duro foi dado pelas forças muçulmanas que assumiram militarmente aquelas terra por volta do ano 632 dC. Na verdade aquelas terras tornaram-se “terras de ninguém”, um deserto, um lugar pouco aprazível.

Uma boa compreensão do estado daquelas terras e no que ela se tornou depois que os judeus voltaram, no pós-segunda guerra mundial nos é oferecida na obra de Leon Uris, intitulada Êxodus, um romance documentário. Eu li essa obra há muitos anos. Aconselho a leitura.

Mas desde o chamado de Abrão, até por volta do ano 632 dC, o que sabemos pela leitura que fazemos da história, não só a relatada na Bíblia, mas escrita por historiadores como Flavio Josefo, por exemplo, Jerusalém é a capital e propriedade de Israel. As Nações Unidas reconheceram isso e restauraram Israel como nação. E o fizeram em uma época em que os ingleses gerenciavam aquela região mesclada de árabes, palestinos e judeus.

Hoje quando vejo o que está acontecendo naquele lugar eu me entristeço. Na verdade é lamentável a falta de diálogo e o radicalismo, o desejo de ver sangue ser derramado.

Jerusalém é de Israel e fim de papo. Que vivam nela palestinos, árabes e judeus, mas ela é propriedade dos judeus, assim como São Paulo é dos brasileiros e nela vivem, de forma pacífica, uma gama enorme de etnias.

Mas para dar um toque escatológico às nossas considerações eu gostaria de deixar evidente que eu creio na Jerusalém celestial descrita em Apocalipse 21. Essa Jerusalém pertence aos remidos, aqueles que creram na vida e obra de um judeu, filho de José e Maria, nascido em Belém, carpinteiro (ajudante geral), como seu pai, que viveu apenas 33 anos entre nós, tempo suficiente para levar a bom termo a obra de redenção determinada por Deus o Pai. Aquele Jesus morreu e ressuscitou para justificar judeus e gentios, árabes, palestinos e gente de qualquer etnia, raça, tribo e nação.

Paulo disse aos Efésios que Jesus derrubou a parede que fazia a separação entre gentios e judeus, instituindo a paz e fazendo de ambos um só povo, reconciliando ambos (gentios e judeus) em um só corpo por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. (Efésios 2.1-11)

O mesmo Jesus é suficientemente poderoso para eliminar aquela cerca que divide mais do que dois povos (palestinos e judeus).

Deus abençoe judeus, palestinos, árabes e todos os povos com sua salvação em Cristo Jesus, o único e suficiente salvador.

sábado, 12 de maio de 2018

MAMÃE.....ESSE ERA SEU NOME.



Ser mãe pode ser um acidente, um ato impensado.

Pode ser, no entanto, algo mais elaborado, um ato programado.

Há casos todavia, que bem sabemos; ser mãe pode ser um milagre desejado.

Seja como for, é na maternidade que a mulher vive a mais notável experiência de doação e de amor.

Tudo começa com um útero apropriado para formar a placenta e depois da fecundação a alimentação vem por um cordão.

Esse restaurante dura nove meses e quando o bebe está formado ele muda de lado e mama no seio materno.

Bebe o colostro no começo e depois o leite que não só o alimenta, mas que o imuniza também.

Nesse ato de amor, sem pensar na dor, a mãe se doa e se entrega formando um vínculo que jamais se quebra.

Ser mãe é a experiência mais notável na vida. Supera em muito a todas as expectativas como a debutância, a formatura, o próprio casamento ou outra qualquer. 

Nenhuma conquista é maior do que a maternidade para a mulher.

Em Honra e Homenagem à minha mãe....Yolanda Dalceno Aiello.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

VIVER É TER SAUDADES.


Que saudades eu sinto.....


Dos joguinhos de bolinhas de gude, mão-na- mula, pique-pique, polícia e ladrão, esconde-esconde...

Dos filmes de Bang-Bang com John Wayne e a Paixão de Cristo na Sexta-Feira da Paixão no Cine Saturno....

Dos dias em que os alunos ficavam em pé quando o (a) professor (a) ou qualquer adulto entravam na sala da aula....

Da propaganda do Cobertor Paraíba, das Casas Pernambucanas, dos Lustres Bobadilha.....

Dos desenhos dos Jetsons, Zé Colmeia, Pepe-Legal...

Dos filmes, Os Pioneiros, Papai Sabe Tudo, A Família Walton, A Caravana.....

De Celly e Tony Campello, Demétrio, Roberto e Erasmo Carlos, Wanderléia e a Jovem Guarda.....

Dos dias em que futebol era só diversão e não guerra entre fanáticos em torcidas uniformizadas....

Dos Harlem Globetrotters e Maria Ester Bueno, Ayrton Senna da Silva.....

Da luz das velas e dos lampiões que me permitiam ler Olavo Bilac, Monteiro Lobato, Machado de Assis, Agatha Christie, Sidney Sheldon, Morris West....

Da garoa na cidade de São Paulo, a cidade que era da garoa....

Da Pirani, do Mappin e da Mesbla....

Das feiras livres onde fazia carreto e levava o que comer para casa......

De Glenn Miller, Ray Conniff, Carpenters, Beattles, Bee Gees, Os Incríveis, Renato e Seus Blue Caps……..

De esperar papai e me alegrar ao extremo quando o via chegando no alto da rua onde morávamos....

De fazer massagens nos braços de minha mãe....

De beijar meus irmãos mais novos, Paulinho e Luci......

De papai, mamãe, Azor, meu sogro e Maria Ana, minha sogra.....

Do primeiro beijo que dei em minha namorada que hoje é minha esposa, mãe de meus três filhos e avó dos meus seis netos......

Dos olhos azuis inigualáveis de meu pai, de ouvi-lo me chamando de Maurinho.....

Das poesias com mais de 20 estrofes recitadas por minha mãe, de ouvir sobre suas histórias com sua amiga Nora na cidade de Marília....

De andar de bicicleta enquanto cantava a plenos pulmões Levanta Sacode a Poeira e dá a Volta Por Cima de Noite Lustrada....

Dos Festivais de Música Popular Brasileira.....

De Jobim e Vinícius, de Toquinho, Emílio Santiago, Miltinho, Nelson Gonçalves, da bossa nova, de João Gilberto....

De Mat Monro, Andy Willians, Dean Martin, Nat King Cole, Frank Sinatra……

Da minha Igreja onde conheci Jesus, Igreja Evangelica Congregacional do Parque Cruzeiro do Sul….

Dos meus primos Natanael e José Carlos.....

Dos meus amigos e irmãos daqueles dias, na IECPS, Carlos Nery Trigo, Mauro Formis, Adair, Antonio e Armando Santana, Maria Salete Costa, Odimar Costa, Carlos Costa, Rose Mary Leite, Zelândia Barros Costa e Maria do Socorro Nascimento, Linda Thompson, Marisa Sales, Telma Sales, Cláudio Alves da Costa, José Lopes Ledo........

Dos hinos tradicionais que me emocionavam e me emocionam hoje....

De minha Igreja de origem Presbiteriana, a Igreja Presbiteriana de Vila Buenos Aires.....

Dos corais das Igrejas que rareiam em nossos dias.....

Do Pastor de minha juventude, Rev. Jair Alvares Pintor, do meu mestre Rev. João Alves dos Santos....

Chega-se a uma idade em que vivemos do passado, das lembranças, das canções que embalaram nossos dias de adolescência e mocidades.

Viver bastante é muito bom, mas levamos em nossas mentes e corações um punhado de lembranças doces e outras amargas, de alegrias e tristezas, de saudades daqueles que já não estão mais entre nós.

Enquanto escrevo resisto as lágrimas e o nó em minha garganta.....

E você, quantas recordações têm, quantas lembranças têm?

quinta-feira, 3 de maio de 2018

PAULO - UM HOMEM DE PAZ (ATOS 21.17-26)


NÃO BASTA DIZER SHALOM....É PRECISO FAZER SHALOM.

Tenho ensinado à meus filhos que “tudo nessa vida custa alguma coisa”. Dizemos, com alegria em nossos corações de que a salvação é totalmente pela graça. (Efésios 2.8) Não devem restar dúvidas quanto a isso. Mas a salvação que é pela graça, totalmente gratuita, custou um preço altíssimo; a morte vicária e expiatória de Cristo Jesus. Jesus pagou o preço de nossa salvação.

Para dizer isso da forma mais simples que posso imaginar: Jesus comprou, com sua morte, a nossa salvação e a entregou a nós.

Talvez as doutrinas da graça tenham sido difíceis de serem absorvidas pelo apóstolo Paulo logo depois de sua conversão. Isso é compreensível; ele era judeu e aprendeu desde criança que para um judeu ser salvo e aceito por Deus era preciso cumprir a lei. No judaísmo ele era fariseu. Os fariseus eram considerados radicais sob alguns aspectos e principalmente quanto a questão da observância e cumprimento da lei.

Fica mais fácil entender porque Paulo foi um duro algoz contra o cristianismo. Ele perseguiu cristãos e foi conivente com a morte de alguns. Ele era alguém que entendia que o cristianismo representava um perigo contra o judaísmo. Por isso ele tinha em sua posse documento que o autorizava prender cristãos, se os encontrasse, na cidade de Damasco, na Síria.

Todavia, aconteceu algo que nem ele mesmo podia imaginar. A caminho de Damasco o Jesus ressurreto veio ao seu encontro e o converteu, regenerou o seu coração. Paulo foi transformado de perseguidor de cristãos a um dos mais notáveis cristãos da história do cristianismo. Ele não apenas deixou de perseguir o cristianismo como se tornou um um notável cristão e missionário do cristianismo. Ainda mais e muito mais radical; ele se tornou um missionário tendo como público alvo, primordialmente, gentios.  

Logo depois de sua primeira viagem missionária Paulo foi a Jerusalém para debater e expor sobre a questão da conversão dos gentios. Havia, dentre os judeus, aqueles que defendiam o princípio de que os gentios convertidos precisavam ser circuncidados para poderem ser reconhecidos como cristãos. Os judeus que assim raciocinavam imaginavam que estes gentios convertidos, precisavam se tornar judeus para depois serem cristãos. Os judeus que exigiam isso são chamados judaizantes.

O Concílio de Jerusalém dirigido por Tiago, meio irmão de Jesus, ainda tinha a presença dos Apóstolos e dos Presbíteros de Jerusalém. (Atos 15.6)

Foi tomada uma decisão na qual não se obrigava mais os gentios a serem circuncidados, mas que os orientava a não comer alimentos consagrados a ídolos, nem carne com sangue e também que evitassem relações sexuais ilícitas.

Paulo então, juntamente com Paulo Silas, se incumbiu, com alegria, de passar essa informação adiante. Paulo em sua segunda viagem missionária incluía essa informação em sua obra evangelizadora. (Atos 16.4) Devemos observar, todavia, que na segunda viagem missionária, Paulo circuncidou um jovem natural de Listra, chamado Timóteo, filho de uma judia casada com um grego. Parece-nos paradoxal que Paulo tenha feito isso se considerarmos a decisão pela qual os judeus desobrigavam os gentios convertidos a serem circuncidados. E ele próprio havia lutado a favor da decisão que o Concílio de Jerusalém havia tomado (Atos 15).

Aqui no texto lido (Atos 21.17-26) nos deparamos com Paulo novamente em Jerusalém. Lá ele se encontra com os irmãos em Cristo que o recebem com alegria e demonstram parcimônia em ouvir as minúcias e os detalhes do seu trabalho missionário e as conversões dos gentios.

Precisamos destacar que aqui Paulo está em Jerusalém após a conclusão de sua terceira viagem missionária. Nas outras duas viagens missionárias Paulo, ao finalizá-las, retornou à sua Igreja de origem, ou seja, a Igreja de Antioquia. Já no caso dessa Terceira Viagem Missionária ele insiste em ir para Jerusalém, a despeito dos indícios, e até de uma aparente convicção própria, de que iria enfrentar dura oposição.

Depois de tê-lo ouvido, os irmãos fazem uma sugestão a Paulo para que ele se una a outros quatro homens que estavam decididos voluntariamente a fazer voto (nazireado – cf Números 6.1-21).

Essa sugestão está vinculada à preocupação deles quanto à segurança de Paulo. Na fala dos líderes da Igreja de Jerusalém, eles afirmaram que dezenas de milhares de judeus haviam aderido a fé cristã (convertidos) e que eles observavam zelosamente a lei (Lei de Moisés) e que estes judeus haviam sido informados que Paulo ensinava os gentios a apostatarem dessa lei dizendo que não era preciso circuncidar os filhos segundo os costumes da lei.

É óbvio que isso se tratava de uma interpretação equivocada dos ensinos de Paulo aos gentios e até, aparentemente, ignoravam o que o Concílio de Jerusalém havia decidido.

Então sugerem que Paulo ande uma milha a mais com eles ao aceitar fazer o voto com os outros quatro homens e que ele mesmo pague todo o valor que estaria envolvido nesse voto.

Paulo anuiu, concordou. Não lemos sequer uma palavra na qual Paulo tenta dissuadir seus irmãos em Cristo de que esse tipo de voto e atitude já não faziam mais sentido. Não vemos Paulo relutando e nem criticando seus irmãos em Cristo. Ele simplesmente concorda, e faz tudo por conta da paz.

Quando lemos Romanos 9.9-21, percebemos o quanto Paulo é coerente entre aquilo que ele ensinou e viveu. No versículo 18 do capítulo citado Paulo instrui: “..se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”.

Jesus já havia dito nas Bem-Aventuranças: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”.

Como dissemos no começo desse nosso comentário da passagem de Atos 21.17-26, a paz também cobra seu preço. E Paulo aqui o pagou, para estar, a partir dele em paz com seus irmãos em Cristo.

É preciso muito desprendimento, espírito sacrificial, longanimidade, simpatia, e até empatia, para poder se tornar um agente da paz. Jesus foi assim e Paulo aprendeu com o Mestre dos mestres.

Paulo, um homem combativo, de valores absolutos e sólidos, uma mente privilegiada e controlada pelo Espírito Santo, se submeteu a um ato sem sentido para ele simplesmente porque compreendeu que valia mais dar um passo em direção à paz do que fincar a bandeira da inflexibilidade e instituir a guerra.

Ele entendeu que se dependesse dele, haveria paz. Mas veremos adiante que muitas vezes a paz não depende somente de nós.

Que Deus anos abençoe.  

quinta-feira, 26 de abril de 2018

AMIGOS SÃO ÚTEIS - ATOS 21.1-16


ATOS 21.1-6 – PAULO UM HOMEM QUE TINHA AMIGOS
Paulo se despediu dos Presbíteros da Igreja de Éfeso no porto de Mileto e seguiu com destino a Jerusalém. Esse era seu objetivo; chegar em Jerusalém, a cidade onde estudara e se tornara um Fariseu dentro do Judaísmo.

Paulo desejava voltar para a cidade de Jerusalém de onde ele tinha saído com autorização para prender cristãos na cidade de Damasco o que acabou não acontecendo já que no caminho de Damasco, Jesus mudou seu caminho, mudou sua história de forma radical.

De perseguidor dos cristãos, Cristo o transforma em um dos mais notáveis missionários do cristianismo. De um judeu que desprezava gentios ele é transformado em um cristão e missionário especialmente aos gentios.

Agora ele deseja retornar a Jerusalém atitude diferente daquela adotada no término da primeira e da segunda viagens missionárias quando retornou à Antioquia, sua Igreja, onde prestou relatório de sua obra missionária.

Paulo, assim como Cristo, volta à Jerusalém mesmo sabendo e tendo noção do que isso iria representar para ele. Mas nada o demove de sua intenção e desejo. Para ele o morrer é lucro. Para Paulo não basta ser salvo por Cristo; é mister saber sofrer por Ele.

Então Paulo embarca em Mileto passa por Cós, dai para Rhodes, e chega a Pátara. No porto de Pátara embarca para a Fenícia, mais de 6000 quilômetros de distancia. O barco deveria ser um barco que seria adequado a uma viagem desse tamanho; um barco maior. Eles passam por Chipre deixando a ilha à sua esquerda e chegam a Tiro onde ficam sete dias, provavelmente para que as mercadorias fossem desembarcadas naquele porto.

O que notamos aqui nessa passagem de Atos 21.1-6 é o uso constante de alguns verbos na terceira pessoa do plural (apartamos, fizemo-nos, chegamos, embarcamos, navegamos, permanecemos, prosseguimos, embarcamos).
Esses verbos tem a ver com quem acompanhava Paulo nessa viagem. Ele não estava sozinho, mas estava acompanhado de Lucas, o escritor do livro de Atos e de mais sete outros companheiros que identificamos no versículo quatro do capítulo 20 (Sópatro, Aristarco, Secundo, Gaio, Timóteo, Tíquico e Trófimo).

Um homem precisa de amigos. O homem não é uma ilha, ele é um ser social. Como é bom ter amigos ao nosso lado nas jornadas variadas e variáveis da vida. Um homem que vive isolado, como um ermitão, revela certa enfermidade na alma.

Paulo sabia fazer amigos a despeito de aparentemente ser um homem genioso. Ele podia ser um homem duro, mas era amável.

O escritor do livro de Eclesiastes 4.9-12 diz que é melhor serem dois do que um e enaltece as vantagens de termos companheiros, amigos na jornada da vida.

Todos querem ter amigos.

Amigos de verdade são um patrimônio de valor incalculável, porque os verdadeiros amigos nunca nos abandonam, eles ficam conosco. Mas para termos amigos é preciso que sejamos verdadeiros e sinceros amigos.

No clássico, COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR AS PESSOAS, de Dale Cornegie, aprendemos um princípio importante a esse respeito. Cornegie diz que teremos feito mais amigos em dois meses demonstrando nos importar com as pessoas do que faríamos em dois anos tentando fazer com que as pessoas se importem conosco.

Você tem amigos? Espero que sim porque certamente você irá precisar deles e eles de você.

Que Deus nos abençoe.

terça-feira, 17 de abril de 2018

NOÉ E JESUS - OS JUSTOS (Gênesis 7.1; 5)


Deus sempre interviu na história e no drama da humanidade. É verdade que Ele é um Deus transcendente, mas é um Deus que age, que tem a história do mundo na palma de suas mãos.

Esse é um dos objetivos de Moisés ao registrar a história do Dilúvio e também demonstrar que Deus usou o Patriarca Noé para dar um novo início à sua criação caída e totalmente corrompida pela maldade do homem.


Ao lermos as santas páginas do Antigo Testamento e ao confrontá-las com aquilo que lemos no Novo Testamento, nos deparamos com a maravilha da conjunção de esforços do Trino Deus em nossa redenção e na restauração de toda uma criação caída.

Veja o caso do patriarca Noé. O mundo se corrompeu. Essa é a tendência natural do homem natural e caído. Ele se distancia mesmo tentando se aproximar de Deus. Criado à imagem e semelhança de Deus ele é um ser religioso. Mas suas iniciativas são frustradas por conta de sua total inabilidade em se voltar, arrependido e humilhado, para Deus. Como Adão, todos nós preferimos nos esconder por detrás das árvores do orgulho e do medo que o pecado produz.

Após 120 anos construindo uma arca, eis que o momento de navegar chega e Deus, mais uma vez fala com seu servo.

“Disse o Senhor a Noé”: Deus fala; Deus se comunica. O escritor da carta aos hebreus escreveu: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos pais......”. Mesmo quando nossos primeiros pais pecaram, diz as Escrituras que Deus veio ao seu encontro e falou com eles. É maravilhoso observar que o Deus transcendental se importa com a sua criação e de uma forma muito especial, se comunica com ela.

“Disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa”. Depois de cento e vinte anos construindo uma arca, eis que chega o momento de entrar nela e é Deus quem ordena que Noé faça isso com sua família. Ninguém acreditou na obra e no alerta de Noé sobre o dilúvio. Que pregador ruim esse Noé, não? Cento e vinte anos alertando e ninguém lhe deu ouvido! Deve ter ouvido muita zombaria e motejos, podemos supor.

“Disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração”. Noé pode não ter sido benção para a sua geração já que, com exceção de sua família, todos os demais morreram, mas ele abençoou sua casa. Ele, como sacerdote do lar, abençoou sua esposa, filhos e noras. Noé era um homem justo diante de Deus.

“E tudo fez Noé, segundo o Senhor lhe ordenara”. Esse é um grande desafio – fazer o que Deus ordena que façamos. O texto diz que Noé fez tudo, segundo Deus ordenara. A obediência é melhor que a bajulação. Reconhecer a autoridade de Deus sobre nossas vidas é um dos maiores desafios para seus eleitos.

Jesus é o justo do Novo Testamento que veio para acolher em sua rude cruz, os eleitos de Deus.

O Senhor Jesus cumpriu sua parte no pacto que fez com Deus o Pai de vir a este mundo, deixando sua glória para acolher em Si os eleitos. E ele veio, nasceu, viveu, morreu e ressuscitou. Tudo quanto o Pai lhe designara fazer. Ele abriu a porta que nos conduz a um novo e vivo caminho para Deus e um novo tempo em nossa vida. Ele o justo, assim como Noé, enfrentou o escárnio e os motejos dos seus, todavia a todos quantos nEle creem, estão seguros para a eternidade. Vivemos esse tempo no qual o mundo naufraga nas águas da desobediência e rebelião contra Deus. Navegamos sobre essas turbulentas águas, seguros em Cristo como Noé e sua família. Como escreveu Paulo: “...porque a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com Ele, em glória”. (Colossenses 3.3,4).

Irmãos: a tempestade vai passar. Amigos: estejam atentos, porque o fim se aproxima. A porta irá ser fechada, ou por nossa morte ou mesmo pela gloriosa volta de Cristo.

Haverá um novo céu e uma nova terra onde aqueles que creem em Cristo e nele se refugiam habitarão seguros.

E você: Estás seguro? Não espere Deus fechar as portas da oportunidade. Creia em Jesus e seja salvo tu e tua casa!

Eu oro para você que lê este meu escrito, seja tocado pelo Santo Espírito e que Ele te faça olhar com fé para o Calvário. Ali está o único que pode ter garantir uma eternidade com Deus, no novo céu e na nova terra que o Deus Filho, irá inaugurar na sua vida. Lembre-se que muitos não deram crédito a Noé quando este pregava a respeito do dilúvio.....Mas ele aconteceu. Somente os crédulos foram poupados.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

UMA IGREJA PARA UMA NAÇÃO.


Sou um brasileiro, filho de imigrantes italianos, e nesses dias me entristeço em ver o cenário político brasileiro agravado com a prisão de um ex-presidente. Mas como alguém certa vez disse: "Crescer dói". O Brasil precisa crescer!

Aqueles que se locupletam à frente de cargos públicos se fazendo valer do prestígio e do poder, que se deixam corromper e corrompem, devem pagar por seus crimes. A corrupção é como o cupim; corrói a base deixando a superfície enganosamente intacta.

Assim temos um país onde Educação, Saúde, Segurança, são sucateadas; existem apenas superficialmente. Nossa educação não habilita, nossa saúde não cura (nem com a ajuda de "médicos" vindo de Cuba - cada uma...) e nossa segurança é frágil se observarmos que no Brasil o crime é organizado.

Onde já se viu? Temos bolsa família, mas acabamos com a família nuclear. Temos bolsa família, mas 13.000.000 de desempregados. Damos um peixinho mequetrefe quando deveríamos oferecer condições de pesca abundante.

Temos lindos discursos populistas ouvidos por massas que voltam para suas pobres moradias cheios de sonhos e vazios de realidade. Será que os líderes do MST não perceberam que não houve Reforma Agrária dentro do Governo do PT e nem do PSDB?

Sinto meus queridos irmãos e amigos, uma tristeza imensa porque não vejo horizonte.

Prender Lula (e não apenas ele, muitos outros) pode ser parte do que tem que ser feito, mas ao mesmo tempo isso não vai resolver nossa situação.

As eleições estão aí. Quem será o nosso Comandante; quem irá Pilotar essa embarcação chamada Brasil? O mar está agitado, o navio açoitado por ondas enormes de desconfiança, tristeza, sentimento de orfandade, ausência total de heróis, de gente de fibra que nos faça sonhar e não ter pesadelos como foi o caso desses últimos anos em que, em vez de aproveitarmos a oportunidade de uma democracia, vivemos uma cleptocracia que jamais será esquecida.

Prisão para Lula, e os demais envolvidos no saqueamento dos cofres públicos (Mensalão, Petrolão, Financiamentos do BNDEs para construção de Portos e outras obras em países alinhados com a esquerda, JBS, etc...) é parte da solução. A outra é um governo que promova PROFUNDAS REFORMAS - Política, Tributária, Agrária, na Educação, Saúde, Previdência Social, no Legislativo, Judiciário e Executivo (nos três poderes que são as pilastras mestres da democracia).

Precisamos recomeçar. Precisamos olhar pelo retrovisor da história para não repetirmos os mesmos erros e ao mesmo tempo ter os olhos fitos no horizonte.

Precisamos prender os culpados e os demais, os cidadãos de bem, devem construir uma nova nação onde haja realmente justiça, pois sem isso jamais poderemos gozar da paz.

Precisamos de uma Igreja Protestante no Brasil que seja uma Igreja Para o Brasil. Que Deus abençoe nossa Pátria querida.

sexta-feira, 30 de março de 2018

ENQUANTO JESUS MORRIA, SATANÁS SORRIA.


“Porei inimizade entre ti (Serpente) e a mulher (Eva), entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. (Gênesis 3.15)

Se você retirar os três primeiros capítulos do livro de Gênesis da Bíblia nada mais fará sentido nela. Pelo menos é assim que eu entendo.

Nos três primeiros capítulos de Gênesis temos o início de tudo, e, principalmente, a história do drama humano ocasionado pelo pecado da desobediência.

Há algumas controvérsias sobre a literatura de Gênesis, mormente no que concerne aos três primeiros capítulos. Alguns a entendem figuradamente, outros literalmente. Nunca chegaremos a um acordo sobre essa questão, pura e simplesmente.

Eu entendo que, a despeito da singeleza, simplicidade do texto, ele é literal. O que temos de considerar é que mesmo o texto sendo inspirado ele foi produzido pelo homem caído. Por mais que esse homem se esforçasse ele não conseguiria produzir um texto com todos os detalhes respondendo a todos os questionamentos da mente humana. E nenhuma mente humana seria capaz de compreender cada detalhe, se fossem oferecidos no texto. Está registrado ali o que Deus inspirou o homem a registrar. Tirar ou acrescentar algo ao texto irá prejudicar tudo o mais. Seria como tirar as colunas de sustentação de um edifício; certamente ele viria abaixo.

Em outras palavras, o texto é simples e por outro lado contém com profundidade e precisão, a verdade que Deus revela.

Outra observação que precisa ser feita, em meu entendimento, é que essa literatura foi produzida para um povo, uma cultura, em um determinado momento sociológico e cultural dessa gente. Devemos levar em conta, dizendo de outra maneira, para quem essa literatura foi produzida e os objetivos de quem as produziu.

No versículo citado (Gênesis 3.15) temos o juízo de Deus sobre nossos primeiros pais e sobre a serpente depois da queda, depois de terem pecado desobedecendo a Deus.

Interessante que no momento do questionamento, do interrogatório, Deus dialoga com o homem, depois a mulher, mas com a serpente não há diálogo. Gênesis 3.8-19).

Encerrada essa oitiva, Deus profere a sentença.

Então ele começa com a serpente. É nesse contexto que encontramos o texto de Gênesis 3.15.

No entendimento literal deste versículo aprendemos de forma simples que a semente da mulher (seu filho) iria matar a semente da serpente, pisando-lhe na cabeça e por outro lado, a semente da serpente iria ferir a semente da mulher, no calcanhar.

É o que acontece normalmente. Estima-se que a maioria dos casos de picaduras de cobras ocorre na região do joelho para baixo.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que todos os anos 125 mil pessoas morrem vítimas de picadas de serpentes venenosas. A mortalidade varia de acordo com a região do mundo. Na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá os acidentes são relativamente raros. Dos 8 mil envenenamentos ocorridos por ano, apenas de 15 a 30 resultam em mortes. Na África, por outro lado, estima-se que aconteçam pelo menos 500 mil ataques anuais, sendo 20 mil fatais. Mas o problema mais sério é na Ásia, principalmente em países como Índia, Paquistão e Birmânia. Nesse continente, morrem todos os anos de 25 mil a 35 mil pessoas por causa de picadas de cobras venenosas. No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que ocorrem de 19 mil a 22 mil incidentes por ano, com cerca de 85 a 100 óbitos”.

Sabe-se, também, que a forma mais eficiente de se matar uma serpente, sem ser picada por ela, é pisando em sua cabeça.

Assim a Palavra de Deus continua valendo até hoje. A semente da mulher mata a serpente, pisando em sua cabeça, e a semente da serpente pica, (morde) a semente da mulher, na maioria dos casos na parte inferior da perna.

É assim que devemos entender literalmente o texto de Gênesis 3.15.

Entretanto, a Bíblia tem um significado espiritual para os acontecimentos naturais. Assim é que lendo a Bíblia como um todo e a compreendendo salvíficamente, encontramos algo além do sentido literal. Temos o sentido histórico e espiritual do texto.

Aprendemos que quando lemos sobre a semente da mulher pisando a cabeça da semente da serpente, o sentido espiritual que se deve dar ao texto é que Jesus iria pisar na cabeça da serpente, derrotando-a de forma derradeira no decurso da história.

Aprendemos sobre a encarnação do verbo. Sabemos que Jesus é essa semente da mulher. Jesus precisou nascer de uma mulher. Ele nasceu de Maria, uma virgem engravidada pelo Espírito Santo. Jesus tinha que ser humano, porque somente um humano poderia resolver a questão do drama humano. Ele seria outro Adão, sem pecado, e assim poderia se oferecer a Deus como aquele no qual estariam representados todos os que iriam crer e serem salvos.

Enquanto no primeiro Adão encontramos toda a humanidade caída, em Jesus, o outro Adão, semente de mulher, homem sem pecado, encontramos parte da humanidade que iria crer nele como seu Salvador e Senhor. Esse foi o nome que o anjo disse que o filho de Maria e José deveria receber – Jesus que quer dizer exatamente isso; salvador.

Observando o ministério terreno de Jesus, como o segundo Adão, (e é assim Paulo o considera na carta que escreve aos Romanos (5.12-21)), percebemos as tentativas satânicas, à semelhança do que aconteceu com nossos primeiros pais, em tentar desviar Jesus de seu ministério. Por exemplo: Mateus 4.

Herodes, bem que tentou ao decretar a morte dos infantes. Outro episódio no qual vemos Satanás agindo diretamente foi na tentação de Jesus quando estava no deserto jejuando. Mateus, Marcos e Lucas registraram esse episódio.  Jesus jejuou por quarenta dias e quarenta noites, no deserto. Diferente de nosso primeiro pais que estavam no paraíso, bem nutridos pelos frutos de todas as árvores do Éden, num perfeito ecossistema e harmonia, Jesus estava no deserto, no mundo de pecados e pecadores, com fome.

Apesar de todas essas condições favoráveis para a queda, Jesus resistiu ao Diabo e não se deixou levar por nenhuma das propostas indecorosas que o Diabo lhe fez.

Mas uma vez Satanás se vê frustrado, mas ele não descansa. Ele entra no coração de Judas e esse se deixa vencer pelo amor ao dinheiro e trai Jesus. Apesar de não haver nada de concreto que justificasse o aprisionamento e julgamento de Jesus, Cristo foi preso, julgado ilegalmente e condenado injustamente. Pilatos lava suas mãos, apesar de não ter visto em Jesus nada que justificasse a pena de morte. Pilatos lavou suas mãos, mas não a sua história.

Então Jesus foi humilhado, esbofeteado, cuspido. Colocaram em sua cabeça uma coroa de espinhos que fez o sangue escorrer por seu rosto. Bateram nele com vara paus. Lançaram sobre o seu rosto impropérios. Pregaram-no em uma cruz. Penduraram-no num madeiro Ele sofreu o flagelo aplicado apenas aos piores inimigos de Roma, aos piores criminosos e proscritos. A crucificação era considerada maldição e quem a sofria definhava lenta e dolorosamente por horas a fio. Suas mãos e pés foram furados por pregos enormes, batidos por pesados martelos. O sangue de Jesus molhou o madeiro, untou a cruz.

E Jesus sofreu lentamente por três horas. Houve escuridão; densas trevas. Mateus afirma que a terra tremeu. Jesus morreu!!!

Foi exatamente nessa hora, creio eu, que se cumpriu plenamente o que disse Deus à serpente: “A semente da serpente ferirá o calcanhar da semente da mulher”. Parece-me que o Diabo a essa altura deve ter se dado por satisfeito – enfim o Filho de Deus foi derrotado, vencido.

Restou aos seus, o sepultamento. José de Arimatéia cedeu o túmulo. E Jesus foi ali colocado na tarde daquela sexta-feira que de tão dolorosa a cristandade chama de Sexta-Feira da Paixão, do sofrimento, da dor.

Os discípulos de Jesus também sentiam em seu coração uma ponta de desapontamento e tristeza, além do medo de poderem ser presos e sofrer o mesmo tipo de julgamento e morte. Eles se recolheram. O crepúsculo daquela sexta-feira foi o anúncio de mais um sábado judeu. Os religiosos judeus deviam estar satisfeitos; afinal se livraram de um incômodo chamado Jesus. E o sábado veio e se foi. Satanás sorria, enquanto o Cristo dormia naquela sepultura.

Todavia, na madrugada de domingo, a pedra que guardava Jesus em sua sepultura foi removida. Mas não foi apenas isso: Jesus saiu dali ressurreto. Jesus ressuscitou!

Foi exatamente nessa hora, creio eu, que se cumpriu plenamente o que disse Deus à serpente: “A semente da mulher pisará a cabeça da semente da serpente”. Deus por seu grande poder fez seu filho ressuscitar dentre os mortos.

Ao fazer seu Filho Amado voltar da morte para a vida, Deus declarou nesse ato que todo o plano urdido na eternidade de resgatar os eleitos, foi cumprido nos mínimos detalhes. Jesus cumpriu o plano que Deus lhe preparou. Ele mesmo declarou no Calvário antes de expirar: “Está consumado”.

Enquanto Cristo dormia naquela sepultura, o Diabo ilusoriamente sorria imaginando ter obtido a vitória contra os eleitos de Deus e contra o próprio Deus. Ledo engano, pura ilusão.

Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão. Almeida Revista e Atualizada. (1993). (1Co 15.55–58). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

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